quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Há exatos dez anos começou uma história que tem data para o seu ápice

22 de março de 2009

Vendo um comercial na tv, achei a música muito bacana

E eu no alto da minha vida grunge, punk rock

Eu gostei daquela música mais quieta

Desde então, não consegui mais parar

Eu que enjoava facilmente das músicas,

a minha música preferida foi a segunda q eu ouvi do radiohead

E fiquei ansioso pelo Kid A

Pelo Amnesiac

Pelo Hail To The Thief

E mais ainda pelo In Rainbows

E mais ainda pelo show

Que já tem data pra acontecer: 22 de março de 2009

A partir de agora, é contagem regressiva

Hoje, como tudo começou

Beijos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Heaven knows, it´s got to be this time...

Eu estou compulsivamente escutando esta música

Direto, o dia inteiro

Ela foi primeiramente gravada por uma banda chamada Joy Division que tinha um cara no vocal chamado Ian Curtis que é uma das três referências de vocalistas que eu tenho pra mim

Depois q ele morreu, a banda se transformou no New Order e ficou meio animada

E fizeram a versão da música mais conhecida

Ano passado, por meio de um webcast, o Radiohead resolveu fazer uma cover dessa música

o Radiohead de Thom Yorke, que é uma das três referências de vocalistas que eu tenho pra mim

Ou seja, misturaram Joy Division e Radiohead, Ian Curtis e Thom Yorke

Compulsividade só poderia ser a melhor palavra pra explicar a minha relação com esta música



Ceremony

This is why events unnerve me
They find it all, a different story
Notice whom for wheels are turning
Turn again and turn towards this time
All she ask's the strength to hold me
Then again the same old story
World will travel, oh so quickly
Travel first and lean towards this time.

Oh, I'll break them down, no mercy shown
Heaven knows, it's got to be this time
Watching her, these things she said
The times she cried, too frail to wake this time.

Oh I'll break them down, no mercy shown
Heaven knows, it's got to be this time
Avenues all lined with trees
Picture me and then you start watching
Watching forever, forever
Watching love grow, forever

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

As Invasões Bárbaras



Fantástico!

Mais, clique na imagem!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Radiohead Tour Dates

Bom,

Eu tinha algumas resoluções de 2009, coisas q a gente faz todo o ano e que nunca dá certo...

1ª) Fazer poupança

2ª) Mudar de Emprego

3ª) Comprar meu carro

4ª) Levar uma vida tranquila e saudável

Ahhh, esquece! Já desisti delas antes mesmo do ano novo chegar...

Minha vida toda está condicionada a março de 2009

O resto que espere

Não consigo pensar em outra coisa e nem conseguirei...!

Vou fazer a contagem regressiva assim q divulgarem a data...

Quem vai?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Grande Prêmio

Cinco luzes vermelhas se apagam
E ele largou
Corrida difícil aquela
Parecia que não acabaria nunca
Toda vez que tinha uma reta
Dava para acelerar e chegar no limite da velocidade
Mas aparecia uma chicane ou um hairpin
Quando não era isso, eram os adversários no retrovisor
Perturbando, mostrando a cara, fazendo pressão

A largada tinha sido boa
Saíra na frente com uma certa desenvoltura
Contornou bem o S
Abriu certa vantagem
E permaneceu empolgado
Mas aí, depois do primeiro pit
Veio a chuva
O ritmo ficou mais lento
E o carro não estava respondendo direito
Parecia que ia desmontar a qualquer momento
E ao trocar seus pneus, a equipe errou
E atrasara mais ainda a sua corrida

Mas ainda sim partiu
Não restava mais nada a não ser lutar
Correr atrás, literalmente
Se viu só no cockpit
Sem contar com a equipe
E o carro que ele não conseguia segurar
A chuva apertou
A torcida, lá fora, estava praticamente desistindo
Mas o garoto aprendera a andar na chuva
E foi atrás, foi buscar

As curvas mais sinuosas
As chicanes mais aterradoras
Os hairpins mais cruéis
Já não lhe davam medo
Lembrou de antigamente
Quando fazer isso era botar a faca entre os dentes
Hoje com mais segurança
Era o mínimo do que poderiam esperar dele
E ele sabia disso
E pisou fundo
Foi pra cima
Atacou as zebras
E na reta subia aquele spray enorme
Recebeu um sinal de vida da equipe
Estavam informando que os adversários na frente ficavam mais próximos

Volta após volta
Os tempos foram baixando
E a confiança e a empolgação tinham voltado
E com isso, percebeu que a chuva se fora
E parou no pit pela segunda vez
Agora era tudo ou nada
Foi tudo
Na volta seguinte colou atrás do terceiro colocado
Na reta pegou o vácuo
O adversário ainda tentou jogá-lo contra o muro
Forçar a freada pra tirá-lo da pista
Mas não adiantou
Ele não tirou o pé e passou
Com tudo

Agora ele era caçador
Correndo atrás dos últimos dois
Voou sobre retardatários
Não perdeu tempo
Faltavam três voltas
No rádio adversário, o engenheiro berrava
- Careful, careful. He´s coming! He´s getting very close!
Não teve muito tempo pro piloto da frente se defender
Ele já vinha fazendo melhor volta sobre melhor volta

E passou voando, como se fosse fácil, muito fácil
Coisa que não era, não
E veio a penúltima volta e o último adversário a ser batido
O líder, exatamente o mais difícil
Chega – Ele pensou – hoje eu vou ultrapassar
E veio a aproximação, chegou
E o narrador maluco disse:
- Chegar é uma coisa, passar é outra!
E ele teve paciência de se aproximar com todo o cuidado
O momento de dar o bote todos sabiam:
Na reta de chegada
E saiu da curva bem colado e com o pé embaixo
Botou o carro de lado e pisou fundo

Um do lado do outro
Nem viram a bandeira branca da última volta
Pneu com pneu
Na curva, na freada, no final da reta
Os dois se espremeram
Roda com roda
Ele não aliviou e o outro carro foi parar na grama
Foi duro, mas foi limpo
Passou com autoridade e viu o adversário ficar pequeno no retrovisor
Contornou a chicane
Acelerou na reta oposta
O carro enfim tinha respondido à altura do que era
A equipe no rádio o mantinha confiante e informado de tudo que se passava
Eram só alguns metros
De vários e vários quilômetros percorridos

Tinha entendido enfim pra quê todas aquelas voltas
Um filme passara na cabeça, a imagem desde o início da corrida
Foi dura, foi longa e foi difícil
Mas foi uma corrida dentre as outras que ele já tinha feito
E pelas quais tinha que passar pra poder ganhar o campeonato
Campeonato esse que não tinha fim
E tinha que se correr, uma corrida após a outra

Vieram as últimas curvas
E, tranqüilo, ergueu o pulso fechado
Mostrando força e luta
Despontou na reta
A bandeira quadriculada balançava a primeira vez
Os torcedores aplaudiram efusivamente
Uma vitória e tanto
Gritava, só, naquele cockpit

Comemorava
Depois, tomou um banho de champanhe merecido
Sorriso largo
Abriu os braços
Ergueu o troféu
A corrida havia enfim terminado
Ele sabia disso

E estava pronto agora pra ser campeão

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Aquele Cara

Para Clélio

Encontrei aquele cara numa estrada da vida há uns 30 anos
Lá pela Bahia ou perdido pelo Rio de Janeiro, não lembro
Cabelo “Black-power”, bigode e fita no pulso
Camiseta branca, chinelo de dedo e uma calça jeans surrada
Não era bonito, mas era muito bacana
Muito mesmo
Aquele cara e eu seríamos melhores amigos se há trinta anos eu existisse
Tenho certeza
E mesmo sem existir, eu gostava da companhia
Conversávamos como dois velhos conhecidos
Contando histórias e não escondendo nada
Sem medo, sabe?
Um amigo mais velho
E já existindo eu passei a amá-lo
Mas como se ama um homem?
Pelo simples fato de ser homem?
Nunca me ensinaram
Mas o amor virou espelho
O caminho virou seta
As idéias viraram luz
A letra escrita mesmo longe
O amor que se construiu
Não por ser sentimento puro
Mas por ser mérito
Amor de admiração
Que por mais que paterno
É pelo que é
Não só pai
Mas homem
Não por agora
Sempre

O Último Episódio

Não sabia seu nome
Mas podia ser Ulisses, ou qualquer coisa
Era tarde já, tinha chuva
Tinha bebido
E tinha outro carro
E tinha dias cada vez piores
Os amigos chocados
A família perplexa
Mas ele permanecia ali, deitado
Mudo, sedado
Com ajuda de aparelhos
Em um pedaço de pano verde
E esparadrapos grudados na cabeça
E o tempo apagava a história
O segundo contra as décadas
Já não sabia seu nome
Quando ele despertou
E se levantou
Estava vestido como fim de festa
Camisa amassada e aberta, não tinha mais gravata
Smoking preto
Descalço
Saiu da sala
Caminhando lentamente por entre as pessoas
Que tristes não o viam
E ele permaneceu impávido
Andava
E não olhava mais pra trás
Rumo ao topo do prédio
Subiu as escadas devagar
Como sonâmbulo
E ao manter-se em pé no parapeito
Um cigarro aceso na mão
Era a primeira vez que ele olhava pra cima
Olhou a lua, linda
Sentiu a noite sem frio
E olhou a cidade
Um seio de índia era modelado pelos rios
O cigarro acabou
Ele sorriu
Sorriu e pulou
E foi caindo
Vagarosamente
De braços abertos
Sorrindo
E voou
Voou como Peter Pan
E foi rasante pela cidade iluminada de luzes amarelas
Lembrou de cada pedaço de vida e de história que vivera ali
E foi rumo ao rio
Sobrevoando, sentindo o vento na cara
Passava próximo à água
A tocava como se estivesse sentado em uma canoa
E fazia caminho como se fosse barco
Mas voava
E ia cada vez mais alto
Sorria
E olhava a lua
Ouviu o chamado que ela lhe fazia
E subia
Ia em sua direção
Foi ficando cada vez menor à minha vista
Lentamente foi se tornando um ponto sobre ela
Até que sumiu
E não sabiam seu nome mais
Mas sabiam que ele estava lá ainda
Olhando pra nós
E sorrindo