segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sobre o acaso e outras coisas que te acontecem...

- Mas tu tá bem pra caralho, hein?

- É, mas não tou feliz.

Assim, quase me resignando concluía uma conversa de uma das maneiras que eu mais gosto: de madrugada, num boteco ruim com música boa, com cerveja, cigarro e um bom amigo do lado.

Mas como pode alguém estar bem mas não feliz? Acho que insatisfeito é mais correto pra este caso. O ano novo chegou, um mês só se passou depois de toda aquela conclusão quase novelística do ano passado e então já vem tudo outra vez? Insatisfação? Vai entender.

Acho que assim como eu tenho um carma com junho (clique aqui), eu devo ter o meu problema com janeiro. Porque ele é sempre o oposto do que vai ser o meu ano. Geralmente quando acontece alguma cagada de bater carro, afilhada quebrar o braço, mãe ficar doente, isso é prelúdio de um ano cheio de recompensas e quando acontecem viagens, paixões, o sei lá mais o que, geralmente dá merda!

Mas também não é beeem por aí. Ano passado começou maravilhoso e terminou perfeito. O problema, talvez, tenha sido que os planos foram todos resolvidos, aí ficou o feliz para sempre, a novela acabou depois do clímax apareceram pessoas casando, filhos nascendo, todo mundo se dando bem e o vilão se dando mal.
Só que é bom porque o filme acaba, rola o fade out básico, rola aquela música bem bacana, tipo Just Like Honey ou Black Swan, as luzes se acendem e todo mundo vai embora feliz da vida.

Mas o filme continua, a Branca de Neve não agüenta mais lavar a roupa suja do maridão que sai pra conquistas, volta e meia ainda pega uma mancha de batom no colarinho da camisa e rola aquele barraco. E o príncipe encantado não sabe mais com quem foi que ele casou, que quando tinha sete machos na casinha que ela morava antes ela não reclamava tanto nem era tão mandona.

Enfim, life goes on, baby!

Só que eu mudei, baby, ao invés de ficar se lamentando ou sem saber que porra de rumo tomar, eu já refiz tudo e tou refazendo de novo até eu achar o que seja melhor para mim. No momento, é das atitudes pra mais de egoístas e só tou fazendo o que dá na telha mesmo, porque eu tou fazendo só pra mim.

Mas uma coisa eu adicionei nessa história: o acaso. Foi uma lição que eu aprendi de com força foi de deixar algumas coisas nas mãos da “providência divina” ou o que quer que isso seja e a maioria das coisas boas que tem me acontecido ultimamente é por conta disso.

Pras ruins, eu só lembro que um dos meus álbuns mais ouvidos no momento é da banda Yo La Tengo que chama I´m Not Afraid of You And I Will Beat Your Ass.

Pras boas, eu vou de peito aberto, sem medo.

Ora, ora, um racional extremo fazendo só que o coração manda? Não, não, calma aí, nem é pra tanto. Porra-louca mas nem tanto, só que é bom de vez em quando viver o sentimento em seu estado puro, dá uma liga muito boa.

E aí se vê até onde se chega.

Então, por enquanto, sem limites, sem arestas, sem apegos.

Só linhas tracejadas, caminhos por percorrer e disposição nas pernas pra ir.

Ao acaso ruim, um “pode vir!”

Ao acaso bom, um sorriso de canto da boca antes de dormir.

Indo sonhar como Judy e seu sonho de cavalos...

2 comentários:

Jazz disse...

para bom entendedor, meia palavra basta.

para meio entendedor, uma boa palavra basta ;-)

Cristiane Oliveira disse...

adorei teu blog! ;) besos.