segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sei o caminho dos barcos...

Claude Monet: The Studio Boat

Nessa vida, nós somos como barcos
E como barcos, precisamos sempre aportar
Senão a maré leva, e ficamos à deriva, por aí, ao acaso das intempéries da vida
É preciso sempre amarrar as cordas em cabeços de portos seguros
A gente vai fazendo isso durante toda a vida
Cada vez mais e mais, alguns se soltam, submergem ou simplesmente afrouxam
Mas eles tão sempre ali
Mesmo quando a gente pensa que algumas cordas estão desamarradas
Mesmo que a gente ache que é necessária só uma corda
Muitas vezes a gente acha que é necessário só uma corda
Mas para ser só uma e continuar firme, te segurando pra não ir embora
A corda precisa ser maior e o nó mais forte
Só que o nó não é laço
Ele é apertado, sufocante e com o tempo fadiga
Fadiga e pode arrebentar
Fadiga e quando tu menos esperas
Estás solto, indo onde a sorte desejar
E então, a vida, a sorte, Deus, ou quem quer que seja
Te surpreendem de novo
E quando vês, as cordas que pareciam ter sumido vêm à tona
E te trazem de volta
Te puxam com força
Pra um novo porto seguro

Obrigado às minhas cordas!
Ninguém faz nada sozinho
Boa semana à todos

8 comentários:

Milena Marília disse...

minhas cordas tão longe! Semana oficial da saudade!

sem cordas por aqui, ainda, quem sabe....

Milena Marília disse...

isso é da musica do legião
?

tenha um bom finde, com risos, cerveja e amigos!

Fernando disse...

...se ligue derivante...sem cordas não dá pra fazer música...e esse papo de porto seguro...tudo passa...tudo sempre passará...ora ora...

Mara disse...

Não desate os nós!!!!!

victor/palheta disse...

Mara,

Na verdade, prefiro os laços. Não apertam e são bem bonitos!

Beijos

:D

Bia disse...

Eu também prefiro os laços...são mais bonitos e te deixam com a sensação de liberdade!!!
Bia

Carlos Alberto disse...

Creio que os barcos devem aportar em muitos lugares e compartilhar o que cada porto tem para agregar conosco. O que pode nos deixar a deriva não é o fato de perdermos os nós que nos atracam aos portos, mas nos reduzir a um ponto sem direção, ou ainda acreditarmos veementemente que a direção é dada por um porto ou um nó externo a nós mesmos. A direção para onde vamos e queremos ir deve ser encontrada em nossa essência, que cresce em cada porto, cada corda, cada nó ou laço que encontramos.

victor/palheta disse...

Bom!

Abraços, Carlos!

:D